Ministros Extraordinários da Comunhão

Sobre

O ministro extraordinário da comunhão é um leigo a quem é dada permissão, de forma temporária ou permanente, de distribuir a comunhão aos fiéis, na Eucaristia ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer.

Chamam-se extraordinários porque só devem exercer o seu ministério em caso de necessidade, e porque os ministros ordinários (isto é, habituais) da comunhão são apenas os fiéis que receberam o sacramento da ordem. Na verdade, é a estes que compete, por direito, distribuir a comunhão. Por esse motivo, o nome desta função é ministro extraordinário da comunhão, e não da Eucaristia, visto que apenas os sacerdotes são ministros da Eucaristia, e a função dos ministros extraordinários da comunhão exerce-se apenas na sua distribuição.

Surgiram na Igreja Católica após o Concílio Vaticano II, como resposta à escassez de ministros ordenados, e à necessidade de pessoas que pudessem auxiliar os ministros ordenados na distribuição da comunhão em diversas circunstâncias, tarefa que para muitos se tornava demasiado extenuante devido ao tempo e esforço gastos. A introdução de ministros leigos que pudessem auxiliar na ausência de outros ministros ordenados teve como finalidade trazer mais eficácia e dignidade à distribuição da Eucaristia.

As funções de um Ministro Extraordinário da Comunhão são:

  • Distribuir a comunhão na Eucaristia.
  • Distribuir a comunhão fora da Eucaristia, aos doentes ou outras pessoas que com razão o solicitem.
  • Exposição do Santíssimo Sacramento para adoração dos fiéis (mas não a benção com o mesmo).